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domingo, 20 de outubro de 2013

Circuitos dos Clássicos na UFBA: Prévia sobre Aristóteles (I) por Mateus de Paula

Como dito em post anterior tive de apresentar a pedido do prof. Dr Pe. Gilson Magno uma introdução sobre quem foi Aristóteles antes de a profª Juliana Aggio apresentar sobre "prazer e virtude". Nest post apresento o material apresentado de minha parte.
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“Invisibilia enim ipsius a creatura mundi per ea 
quæ facta sunt intellecta conspiciuntur sempiterna 
quoque ejus virtus et divinitas ut sint inexcusabiles” 
[De fato, desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, 
tais como o seu poder eterno e a sua divindade, podem ser contempladas, 
através da inteligência, nas obras que Ele realizou. 
Os homens, portanto, não têm desculpa.] 
(São Paulo, Epístola aos Romanos, I, 20)

Pequena introdução a Aristóteles. 
Uma prévia por Mateus de Paula para o Circuito dos Clássicos a pedido do Prof. Dr. Pe. Gilson Magno.

Introdução baseada na obra de Mortimer J. Adler: “Aristóteles para Todos. Uma introdução simples a um pensamento complexo”. É Realizações, 2010. O autor, grande restaurador da educação clássica nos EUA, neste livro nos instiga a aprender a pensar como Aristóteles.

Aristóteles (384-322 a.C) foi discípulo de Platão (428-348 a.C) que foi discípulo de Sócrates (469-399 a.C), é conhecido como o pai da lógica e das leis da não contradição, sua influência está nas leis mais elementares da ciência. Sócrates é tido como ponto de referência na filosofia ocidental. Os pré-socráticos que se destacam por influência são Parmênides (530-460 a.C) e Heráclito (535-475a.C), ambos superados por Aristóteles na questão de mudança e permanência.

domingo, 6 de outubro de 2013

Livro 05-X-2013


 Está entregue mais um livro para a estante:

- Eco, Umberto. "Tratado Geral de Semiótica" Ed. Perspectiva. 2000. 282p.

Após a compra do Arte e Beleza do mesmo autor adquiro uma obra que parece uma monografia da Universidade de Indiana publicada em 1976. O tema me foi introduzido após conhecer o blog do prof. Wilson Ferreira da Anhembi Morumbi, o Cinegnose também autor do livro "O caos semiótico". 

Pelo Houaiss semiótica ou semiológica é um estudo dos fenômenos culturais considerados como sistemas de significação, tenham ou não a natureza de sistemas de comunicação; semiologia. Para Ferdinand de Saussure (1857 -1913), ciência geral que tem como objeto todos os sistemas de signos (incluindo os ritos e costumes) e todos os sistemas de comunicação vigentes na sociedade. Para Roland Barthes (1915-1980), estudo das significações que podem ser atribuídas aos fatos da vida social concebidos como sistemas de significação: imagens, gestos, rituais, sistemas de parentesco, mitos etc.

O objetivo de conhecer semiótica é compreender a comunicação não verbal que interpretamos de modo inato talvez, posso até projetar uma referência a leitura do mundo dos filósofos e da glória da Deus que as coisas cantam. Fazendo uma referência a Missa Tridentina espero encontrar o porque os gestos de um rito transmitem determinado estado de espírito. Além disso quero fazer cruzamentos com um potencial tema que me interessa que é a heráldica na qual possuo alguns livros. Também faço uma referência com alguns estudos de hipnose e transe onde dois ou mais indivíduos nesse estado de consciência alterada se comunicam de modo que parece telepatia, um tema que intriga bastante. 

O livro é divido em 5 capítulos sendo: 0.Introdução - Rumo a uma lógica da cultura; 1-Significação e comunicação; 2-Teoria dos códigos; 3-Teoria da produção sígnica; 4-O sujeito da semiótica.
Por se tratar de uma linguagem de monografia devo me integrar de uma nova rubrica.

Mateus R. C. de Paula.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Livro 20-IX-2013


Está entregue mais um livro para a estante:

-Tessore, Dag. "A Mística da Guerra - Espiritualidade das armas no Cristianismo e no Islã". Ed. Nova Alexandria. 2007. 200 páginas.

Com esse livro devo conhecer mais sobre como a militância católica e islâmica se expressam belicamente. O autor deste livro é um italiano especialista na História da Igreja e está prometendo acabar com a noção da religião que serve para "paz e harmonia" sendo que até a mesma concebida assim é capaz declarar guerra a quem for contra a sua letargia e ilógica.

O livro tem sua primeira publicação em 1975 e é divido em 6 partes: Premissas, História e filosofia da violência no cristianismo, História e filosofia da violência no islamismo, Místicas da Cruzada e mística da Jihad, A espiritualidade guerreira em outras culturas e religiões e notas.

Demais subtítulos possuem nomes de vários papas e santos perante o tema além de nomes do islã que desconheço, parece ser uma obra que tratará com fidelidade as posturas de ambas as religiões. Espero uma boa leitura no futuro.

Obrigado.

Mateus R. C. de Paula.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A resistência do Alcazar de Toledo.

"23 de julho de 1936(...)
General Moscardó:
"Sin novedad en el Alcazar."
Herói espanhol, alma católica.
_Papai! - gritou Luís ao telefone.
_O que é, meu rapaz?
_Nada. Eles dizem que me matarão se o Alcazar não se render. 
Mas não se preocupe comigo.
_Se for verdade _replicou Moscardó 
_encomende sua alma a Deus, 
grite "Viva a Espanha!" 
e morra como um herói. 
Adeus, meu filho. Um beijo.
- Adeus, meu pai. 
Um beijo grande para o senhor também.

Quando Cabello voltou ao telefone, disse Moscardó:
- Pode esquecer o prazo que me deu. 
O Alcazar nunca se renderá!
E desligou o telefone."
(Verso do livro de Cecil D. Eby. 
"O cêrco do Alcazar de Toledo". 
Ed.Nova Fronteira. 1965)

"Sim, mande-nos um padre.
Não desejamos nada mais de vocês"
(Moscardó em dias de trégua
ao Comandante Vicente Rojo,
7 de setembro, 
opus cit. p.175)
18 de setembro de 1936, os tiros sessam, silêncio...
o Alcazar é minado sob suas torres.
Milagre. Nenhuma morte na explosão. Assita aqui
Um milagre militar. 70 dias de cerco. Toledo, de 21 de julho a  28 de setembro de 1936 ocorriam os episódios mais dramáticos da guerra civil espanhola. No centro da guerra entre a II República Espanhola maçônica e as várias facções políticas como direitistas, comunistas e anarquistas um tapa na cara dos inimigos de Deus! Uma resistência monárquica, patriótica e de liderança católica resistia bravamente no coração da cidade, aqui se consagra um dos símbolos de resistência católica que mais amo: o forte Alcazar e a valentia do General José Moscardó (1878-1956) num final glorioso com direito a cenas de cavalaria de cavalos árabes bufantes executando eufórica os sinistros revolucionários, algo inacreditável. (p.236)

domingo, 15 de setembro de 2013

Livros 13-IX-2013


Chegaram neste dia mais 4 livros para a estante adquiridos via Estante Virtual:

- Eco, Umberto. "Arte e Beleza na Estética Medieval". Ed. Record. 2010
- Panofsky, Erwin. "Idea. A evolução do conceito de belo". Ed. Martin Fontes. 2013
- Freitas, Renata O. T. de. "Design de Superfície". Ed. Blucher.
- Guinsburg, Jacob. "O Romantismo". Ed. Perspectiva. 2005


Com os três primeiros pretendo adquirir noções de estética, com o último noções sobre a escola liberalista nas artes, o Romantismo. Os dois primeiros são de autores conhecidos e pretendo encontrar o verdadeiro caminho ao belo, mas já o terceiro que comprei pelo título, "Superfície", já se mostra modernista ou sem apreço a beleza verdadeira, espero com esse aperfeiçoar o conceito se superfície visto que o meu trabalho envolve o conceito. Já o quarto livro sobre Romantismo foi uma indicação de um amigo e do site Montfort.

Umberto Eco é um autor Italiano conhecido pela ficção "O Nome da Rosa" mas me é pela obra do prof. Orlando Fedeli, "Nos labirintos de Eco" onde busca traduzir os símbolos da ficção. Neste livro de Arte e Beleza de 351 páginas já é uma obra de pesquisa divida em 12 capítulos sendo: 1-Introdução; 2-A Sensibilidade Estética Medieval; 3-O Belo como Transcendental; 4-As Estéticas da Proporção; 5- As Estéticas da Luz; 6-Símbolo e Alegoria; 7-Psicologia e Gnosiologia da Visão Estética; 8-Santo Tomás e a Estética do Organismo; 9-Desenvolvimento e Crise da Estética do Organismo; 10-Teorias da Arte; 11-A Invenção Artística e a Dignidade do Artista. 12-Depois da Escolásticas. Apesar do autor trapacear na ficção invertendo alguns papeis de heróis e vilões, neste ele parece ser sincero indo a fundo na questão de estética medieval, ou para ser mais claro, no gótico. Pretendo cruzar com o livro do Panofsky sobre arquitetura e escolástica.

O segundo livro de Panofsky que adquiro segue a credibilidade que me passou no Arquitetura e Escolástica na qual devo ainda escrever uma análise apenas dos elementos arquitetônicos versus princípios escolásticos. Neste de 259 páginas com o título "Idea" pretendo adquirir também uma noção de estética partindo do conceito de Idea na qual ele explora desde a antiguidade. Por cima também espero encontrar o princípio do termo ideologia e como essa é nociva ao homem, parece que tratará da transmissão da ideia sem nexo com a verdade. O livro é dividido em Prefácio I e II, Introdução, 6 capítulos sendo: I-A antiguidade; II-A Idade Média; III-O Renascimento; IV-O "Maneirismo"; V-O Neoclassicismo; VI-Miguel Ângelo e Dürer; Apêndices I e II e Notas.

O terceiro livro sobre design de superfície a princípio esperava alguma relação com as NURBS do CAD, mas vi que trata de um tipo de design que mexe com interações sensoriais, realmente é um tema novo para mim. Espero encontrar uma linguagem superficial (ha ha) e fenomenológica, mais voltado a um público de decoração de mau gosto; algumas figuras no livro não me deixam enganar, mas como ensina o mestre Hugo de São Vitor não devemos desprezar conhecimentos (nas devidas disposições, bélicas, claro). Este livro está em minha coleção da editora Blucher na qual comecei com "Projeto de Produto" de Mike Baxter que me acompanha no curso de engenharia (essa editora de verdade está me decepcionando). Os capítulos desse livro de 105 páginas são: 1-Introdução; 2-Propósito da criação; 3-Processo de Criação: do geral a especificidade; 4-Leituras da Superfície. Sinceramente quero achar respostas positivas ao design barroco, coisa a Blucher nem deve saber o que seja.

O quarto livro sobre Romantismo trata de uma compilação que Guinsburg (judeu, moldávio e brasileiro) fez de outros autores sobre vários pontos de vistas do objeto. Como é de se saber o Romantismo foi promovido pela maçonaria, foi uma grande bomba ao pensamento humano e que produziu desde as ideias mais idiotas como o "bom selvagem" até as duas grandes guerras mundias, ambas envolvendo a Alemanha que estava embebida de protestantismo gerador do pietismo e gerador do romantismo. Neste livro pretendo ter uma visão mais aguçada do tema. A obra de 322 páginas possui 14 capítulos sendo: 1- Romantismo, Historicismo e História; 2 - Fundamentos Históricos do Romantismo - Nachman Fabel; 3 - A Visão Romântica - Benedito Nunes; 4- Filosofia do Romantismo - Gerd Bornheim; 5 - Romantismo e Linguística - Silvio Elia; 6 - O Sentimento e a Razão nas Poéticas e na Poesia do Romantismo - Paulo Vizzioli; 7- Prosa e Ficção no Romantismo - Otto Maria Carpeaux; 8- O Teatro Romântico de 1830 - Décio de Almeida Prado; 9- A Arte Romântica - Walter Zanini; 10 - O Romantismo na Música - Bruno Kiefer; 11 - Imagens  no Romantismo no Brasil - Alfredo Bosi; 12 - Romantismo e Classicismo - Anatol Rosenfeld/J. Guinsburg; 13 - Um encerramento - Anatol Rosenfeld/J. Guinsburg; 14 - Cronologia do Romantismo - J. Guinsburg/Ester Priszkulnik. Parece uma obra bem rica e que me exigirá tempo, espero estar preparado.

Espero boa leitura.

Mateus R. C. de Paula.


domingo, 8 de setembro de 2013

Livro 08-IX-2013


Está adquirido mais um livro para a estante:

-Adler, Mortimer. "Aristóteles para Todos. uma introdução simples a um pensamento complexo". É Realizações. 2010. 204 páginas.

Por já conhecer o autor de indicações e doutro livro que tenho em .pdf, "A Arte de Ler" republicado pela mesma editora como "Como Ler um Livro" (do original "How to Read a Book") , quero saber o que ele trata sobre Aristóteles de maneira simplificada. Na verdade também estou unindo um pedido do Pe. Gilson Magno de apresentar uma prévia de 'quem foi Aristóteles' meia hora antes de começar a exposição da prof. Juliana Aggio dia 19 de outubro na UFBA, espero ter sucesso em transmitir a genialidade desse homem e preludiar a aula da professora.

Logo no prefácio Adler faz uma irônica exposição de que "para todos" significa que a obra fora feita para pessoas comuns a partir dos 13 anos e que "não foram maculadas pela sofisticação e pela especialização do pensamento acadêmico". Ele trata Aristóteles como o primeiro professor de filosofia do senso comum (common sense, ou do bom senso, no sentido de sensatezes) e o segundo Platão que fora menos ousado nas respostas filosóficas.

O livro se divide em 5partes sendo: I- "O Homem como Animal Filosófico", II - "O Homem como Fazedor", III - "O Homem como Ator", IV - "O Homem como Conhecedor", V - "Questões Filosóficas Difíceis". Por se tratar de uma literatura que o mesmo autor diz ter sido escrito a princípio para crianças, espero uma leitura bem fácil de digerir apesar do pensamento ser complexo. Espero uma excelente leitura e muitos sorrisos.

Mateus R. C. de Paula.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A arte do acordeão, uma mudança de conceito.


Naquela sequência (viciosa talvez) de pesquisar coisas que puxam outras coisas, no meu pequeno ensaio sobre a Passacaglia de Bach houve uma referência a Chacona de Pachelbel como inspiradora e logo fui pesquisar sobre ela. Adquiri uma coleção de órgão de Pachelbel interpretada por Antoine Bouchard e vi que há muitas Chaconas sendo que a catalogada como POP16 era a mais reverenciada, pesquisando sobre organistas que executam a obra eis que encontro esse russo tocando no acordeão. Incrível, jamais pensei que a "sanfona" pudesse executar algo bom, realmente meu conceito desse instrumento mudou e lamento que aqui no Brasil esse instrumento jamais é bem tocado, imagine, por minha distração ele era quase percussão de forró.

Mateus R. C. de Paula.   

sábado, 24 de agosto de 2013

Um filete d'água e o número de Reynolds

Detalhe, o escoamento em um cilindro.
Regiões laminares e turbulentas.
Um pouco de física e quanto podemos observar o fascinante cosmos e dominarmos as coisas com razão, neste post ensaio e relembro um pouco de mecânica dos fluidos.

Vendo a água da torneira da pia escoar um "filete macio d'água" lembrei-me das aulas de Máquinas de Fluxo onde aprendi sobre o número de Reynolds que antecede os estudos de perda de energia de pressão ao longo de uma tubulação, detalhes do curso de engenharia.

O físico britânico Osborn Reynolds (1842-1912) não só observou mas parametrizou esses fenômenos dos fluidos, provou ele que existem três regimes que os fluidos escoam: laminar, transiente e turbulento.

O laminar é o que observamos em filetes de torneiras pouco abertas ou naqueles cogumelos d'água que ornamentam alguns chafarizes, arrisco até uma linguagem semiótica de tranquilidade e equilíbrio tanto que o nosso corpo tem todos os fluidos nesse regime.
O transiente é uma fase onde o regime laminar começa a se perturbar indo para um regime turbulento
O turbulento já é quando abrimos a torneira toda ou quando o regime passa a ficar perturbado, já se fala aqui de escalas industriais ou fenômenos da natureza como tempestades.
Regime laminar:  v, D, mi e rho
devem se harmonizar para que o Re seja menor que 2100.
Isso foi parametrizado pelo físico e é aplicado a qualquer fluido, seja água, óleo, mel, petróleo, ar etc.

Tal número (Re) é adimensional uma vez que todos os elementos que o resultam anulam suas unidades, foi observado que:
Re menor que 2100 resulta em regime laminar.
Re de 2100 a 4800 em transiente.
Re maior que 4800 em turbulento. Esse é o mais comum quando se trata de máquinas encontrando valores acima de um milhão.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Passacaglia de Bach ou BWV 582.

Escute aqui.
O Passacaglia de Bach, no catálogo BWV 582, inspira um estado de alma dramático que parece purgar as dissonâncias do pensamento em enquanto executada, penso que seja uma espécie de catarse.

Desde quando passei do mau para o bom gosto musical fiquei impressionado com J.S.Bach. Tomei afeição por órgão de tubos e sua complexidade de teclados, válvulas e pedaleiras, conforme um documentário da BBC  o de Buxtehude em Lübeck chega a 8220 tubos de 10mm a 30m de comprimento e é um dos mecanismos mais complexos já inventados em seu tempo, também me impressiona a coordenação do organista, cada mão toca uma coisa distinta e também os pés, uma disciplina impressionante! O Passacaglia é uma dessas, inicia com os graves dos pedais e se desenvolve em mais 20 variações em 13 minutos de uma peça dramática. Desejando ir além "da impressão e do impressionante" resolvi estudar um pouco mais a fundo o material que tenho.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Circuito dos Clássicos na UFBA: A Concepção de Herói Épico na Ilíada de Homero.

Aquiles e Pátroclo, camaradas de guerras troianas.
Ilíada de Homero.
Dia 17 de agosto de 2013 meus amigos e eu assistimos a uma aula do "Circuito dos Clássicos" com o tema "A concepção de herói épico" na Ilíada de Homero. Os exemplos dados foram das cenas heroicas à morte de Pátroclo, amigo de Aquiles, que toma o canto XVI da obra. A palestra foi no campus da UFBA de Ondina, o convite e a promoção foram feitos pelo Padre Gilson Magno, professor de latim da instituição, o ministrante foi o prof. Júlio Lopes Rego, formado em letras e também professor da instituição. A próxima aula do circuito será dia 19 de outubro sobre "prazer e virtude segundo Aristóteles" com a profª Juliana Ortegosa Aggio.   

Para quem apenas viu o título "Ilíada" nas prateleiras de livrarias não esperava nada específico, com o decorrer fui me localizando sobre o que fala a obra, é fantástica. Foi uma introdução a obra dividida em duas partes: 
I - Matéria e forma do épico clássico.
II-Teorias que interpretam Homero, ênfase na "Teoria Oral" de Milman Parry (1902-1935).

Um handout (páginas que acompanham a aula) foi nos entregue, neste tinha 9 páginas com trechos em grego e português de obras épicas além da Ilíada como a Odisseia e a Teogonia de Hesíodo. Neste post buscarei passar as principais anotações que fiz desta interessante exposição, talvez cometa alguns equívocos e acabe parafraseando de memória.

I Parte
Matéria e forma do épico clássico.
Heróis da Iliada.

A Ilíada é parte do Ciclo Troiano onde há relatos heróicos de assédio à cidade de Tróia,  no mesmo ciclo encontram-se os Poemas e a Odisseia, todas de Homero. A matéria da Ilíada será em torno de um episódio: a cólera de Aquiles.

São duas as cóleras do herói, uma no início motivada por desavença com seu comandante Agamenon e a outra com a morte de seu amigo Pátroclo por Hector de Troia que ofusca a primeira.
Do canto I ao XIX não ha Aquiles na Iliada, há sim a glória e a morte de Pátroclo que encoleriza Aquiles qual retorna para vingar-se de Hector.
No canto XXII Aquiles o "mata várias vezes" mutilando seu corpo já sem vida.
Os épicos possuem uma grande compreensão da mortalidade da condição humana.

sábado, 17 de agosto de 2013

Livro 17-VIII-2013

Está comprado mais um livro para a estante:

Bauman, Zygmunt. "Sobre Educação e Juventude". Ed. Zahar. 2012.

Pretendo com esse livro adquirir uma análise clínica sobre a educação contemporânea e quem sabe aprender um novo aspecto de solução a essa perspectiva da vida tão elementar a nossa sociedade. O livro é classificado como sociologia e o autor já me é conhecido pelo "Modernidade Líquida" e  "Amor Líquido".

Explicitamente não há um caráter católico nas obras que conheço dele, mas é notória uma sindérese bem desenvolvida com análises agudas da doença da modernidade. Diz ele que a modernidade é sedenta de autoridade capaz de produzir coesão social ou solidez, ora é claro que ele trata da ausência da Igreja.

No verso do livro encontra-se "Neste livro, o brilhante sociólogo polonês traça para os educadores um novo caminho: fomentar a resistência e o espírito crítico. E prescreve: "É pela escola que devemos recomeçar".

Resistência e espírito crítico (se não for o corrosivo de Descartes), parecem coisas que são inerentes a natureza de um bom apostolado.
Parece uma boa leitura, adiante.

Mateus R. C. de Paula.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Estrutura do Didascálicon

"Procurem primeiro a Sapiência!"

Didascálicon é relativo a didático, "coisas concernentes· à escola", e é o nome de uma obra medieval escolástica do ano 1127 escrita pelo teólogo de Blankenburg (Harz) Hugo de São Vítor (1096-1141), contemporâneo de Pedro Abelardo de Notre Dame (1079-1142) o qual contrastava no século XII, viveu antes de São Tomás de Aquino (1225-1274), pertenceu a ordem agostiniana e lecionou na abadia de São Vitor de Paris. Sua obra é um tratado sobre os estudos que integra com sabedoria Deus, o mundo e nós mesmos, a Sapiência tem o significado de Mente de Deus, sua linguagem é muito agradável e soa poesia. É o resumo dos saberes seculares e divinos da época e exortação acerca do que ler, como ler, em qual ordem ler.

Observando a edição da editora Vozes latim-português de 2001, "Disdascálicon da Arte de Ler" observo a seguinte estrutura:
1 - Uma introdução de Francisco Benjamin de Souza Neto, Professor Livre-Docente do Depto. de Filosofia - UNICAMP.
2 - A Obra de Hugo de São Vitor em latim-protuguês: Prefácio + seis livros + apêndice.
3 - Bibliografia sobre Hugo de São Vitor.

O Didascálicon é composto de seis livros, três dedicados ao conhecimento das coisas do homem pela leitura dos escritos literários e três dedicados ao conhecimento das coisas de Deus pela leitura da Sagrada Escritura. Sinaliza a centralidade da união corpo-espírito, prática-teoria, temporal-eterno, manual-intelectual no pensamento de Hugo.
Esquema dos conhecimentos.

O Livro I resume as bases ontológico-gnoseológicas da filosofia de Hugo.
O Livro II apresenta as artes.
O Livro III dá aos jovens conselhos sobre como ler e o que ler.
O Livro IV abre a série dedicada à leitura dos livros sagrados.
No Livro V Hugo dá as regras exegéticas de interpretação na leitura dos livros sagrados.
O Livro VI dedica-se mais amplamente ao estudo dos três métodos de interpretação da Escritura e oferece outros conselhos de leitura.
O Apêndice dá um resumo aforístico sobre as três maneiras de existirem das coisas na mente divina, na natureza, na mente do homem.

Livros 16-VIII-2013

Chegaram neste dia duas obras adquiridas via Estante Virtual:

Sertilanges, Pe. A.D "A Vida Intelectual - Seu espírito, suas condições, seus métodos", Ed. É Realizações, 2010.
Choay, Françoise "A Alegoria do Patrimônio", Ed. Estação Liberdade e Unesp. 2001

Espero com "A Vida Intelectual", conhecer mais detalhes disso que parece tão natural, espero me apropriar da disciplina que ordena as operações do intelecto.
Com o "A Alegoria do Patrimônio" espero conhecer os detalhes do gerenciamento dos patrimônios históricos e poder olhar com outros olhos o cemitério histórico que é a cidade de Salvador.

O primeiro livro é de indicações de amigos que o tem, mas também é para dar procedência a coleção Educação Clássica da É Realizações, este acompanhará em minha estante os dois Triviuns da mesma editora, o da Ir. Miriam Joseph e de Marchal McLuhan. De primeira vista possui uma materialidade bem atraente, artes na borda das páginas capitulares, margens boas para anotações, 7 capítulos, 198 páginas, no final ha uma classificação como estante de sociologia. O autor é morto, foi uma padre francês do século XIX e XX que se destaca entre os neotomistas como Jacques Maritain a Etienne Gilson prometendo ser uma obra de forte caráter católico, esses livros são uma excelente terapia e desintoxicantes.

O segundo livro é um palpite do site da editora Estação Liberdade. Depois de comprar o "Crítica da Razão Cínica" passei a observar as publicações dessa editora. Li uma sinopse interessante, trata sobre arquitetura e resolvi comprar uma vez que tenho um gosto amador pelo tema. Lendo o índice notei que tratará dos patrimônios em contexto histórico. Chamou-me a atenção o nome de Viollet-le-Duc, restaurador da Igreja de Notre Dame de Paris que, após a Revolução Francesa, estava toda depredada pelos "cidadões". Parece ser um livro daqueles que fazem as viagens pelo mundo serem mais saborosas, espero encontrar algum entusiasmo daqueles que Régine Pernoud produz ao descrever sobre a Idade Média .

Espero boas leitura.

Mateus R. C. de Paula.    

domingo, 11 de agosto de 2013

Ingenuidade e Inocência.

A ingenuidade modernista. 
"Stultitia conligata est in corde pueri 
et virga disciplinæ fugabit eam"
[A tolice é natural na mente da criança
mas dela se afastará pela vara da disciplina.]
(Provérbios XXII; 15)

"Usquequo parvuli diligitis infantiam et stulti."

[Até quando, ó ingênuos, amareis a ingenuidade?]
(Provérbios I; 22)


Certa vez na sede da Montfort em São Paulo tive uma aula com o Bruno Oliveira sobre arte.
Chamou-me a atenção o fato de que os modernistas usam da ingenuidade como parte do processo que leva ao satanismo. O fato apresentado foi de que a ingenuidade desarma a pessoa e causa abertura maior a receptividade de ideias, preponho-me a desdobrar o fato.

Ingênuo e inocente, tratarei desses termos usualmente, esses se confundem quando alguém é definido por agir sem malícia. Inocente será tratado como aquele que não tem culpa, ingênuo como o que não tem sabedoria. Um pouco mais além o ingênuo por vontade será tratado como culpado de um atentado ao verdadeiro testemunho acabando por violar os mandamentos da vida intelectual, o inocente já como um caso de justiça, no caso, quem age sem malícia é justamente inocente.

Uma mentalidade nada sã vê na ingenuidade a ordem e os bons costumes. Ser ingênuo passa a ser sinônimo de bom cidadão ou bom cristão. Toda a explicação mais profunda está na mentalidade liberal de "inocência primeva" do Romantismo Alemão que origina isso, é certo que tal prática torna-se uma elemento explosivo por violar a nossa natureza racional.

A ingenuidade recheada de tolices e crendices soará como um insulto a maturidade da nossa razão, especialmente a dos homens jovens. Essa reação é natural e será dada por protestos que tentarão violentar a mendacidade do ingênuo por várias vias. A melhor é a orientada na escolástica e em sã doutrina que busca a verdade ontológica das coisas, mas as piores são as que nos são preparadas pois os Modernistas conhecem o mecanismo de nossas almas e já nos aguardam com suas soluções ideológicas tais como o marxismo e o freudianismo que se apresentam como verossímeis, recortes da realidade e como "mentalidade madura". O ingênuo de bondade acaba por produzir uma onda de protestos políticos e desejo de revolução, na prática é verdadeiramente mais estulta que a primeira por acreditar ser mesmo solução, a ideologia acaba produzindo um ciclo vicioso onde todo o mal agora é visto com ingenuidade para se tornar inocente. Tais posturas são contrárias a realidade de nossa natureza ferida voltando a cair em uma ingenuidade ainda mais distante de sabedoria.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Livro 09-VIII-2013


Chegou neste dia mais um livro encomendado via Estante Virtual.:

Panofsky, Erwin. "Arquitetura Gótica e Escolástica". Ed. Martins Fontes. 1991.

Pretendo com esta obra conhecer como a filosofia de S. Tomás influenciou a arte de seu tempo e assim ficar inspirado a expressar em meu trabalho tão sublime doutrina.

Livro de 132 página, muito ilustrado com imagens de arquitetura, promete mostrar como as formas e o estilo são influenciadas pelo pensamento escolástico e como deu origem a uma série de concepções de elementos arquitetônicos próprios das catedrais góticas.

Parece uma excelente leitura.

Mateus R. C. de Paula.