Artigo publicado no site Montfort:
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/tolkien_catolicismo/
Fonte: Rorate Cæli
Tradução: Missa Tridentina em Brasília / Montfort.
SUMÁRIO
1ª Conferência
→ Mais preparados a defender a literatura moderna que a Sagrada Escritura ou os dogmas da Igreja.
→ Discernimento dos espíritos após muitas leituras. Analisando a obra e não o autor.
→ Hoje pessoas boas podem ser enganadas muito facilmente, casos: Dr. Wolfgang Smith, Louis de Wohl, Karol Wojtyla, capela de uma casa religiosa no Midwest.
→ Comecemos nossa exposição... Se encontramos algum autor contradizendo doutrinas da Igreja, sabemos que temos um problema.
→ Tolkien revolucionário: o mito como melhor meio para transmitir certas verdades mais elevadas: “Eu cordialmente desgosto da alegoria em todas as suas manifestações”
→ Se tão eficaz, onde estão as conversões? Frutos da obra: Exemplos psicodélicos na década de 1960 e 70.
→ A Bíblia não contém mitos! Os modernistas que a tratam assim.
→ Comparando outras obras quanto ao mito. Santa Teresa desaprovou totalmente todo romance e preveniu as religiosas de ler trabalhos de baixo nível nos carmelos.
→ A chamada visão elevada sustentada por Tolkien e promovida por Joseph Pearce, não ajudou a Igreja nesses tempos difíceis.
→ Analisando o mito da criação de Tolkien. Produtos de uma “imaginação extravagante”: alguns elementos gnósticos. Não devemos insistir que fantasia ou mito é desculpa para a heresia.
→ A morte como um presente de Ilúvatar
→ Não existe inferno ou pena eterna pelo pecado, somente o Vazio.
→ Coisas mágicas e ocultistas vistas como milagres.
→ Nada de sobrenatural, na obra poderes secretos estão na própria natureza.
→ No mundo real toda magia se apoia nos poderes demoníacos.
→ Erros similares em comparação com C.S. Lewis,
→ Um mundo em oposição ao que Deus criou. Toda literatura fantástica é um beco sem saída e deve ser evitada.
2ª Conferência
sábado, 30 de junho de 2018
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Chacona do Paraíso e do Inferno (Ciaccona del Paradiso e dell'Inferno)
Cançonetas espirituais e morais.
Anônimo, Milão, 1677
Tradução livre
O che bel stare è stare in Paradiso Dove si vive sempre in fest’e riso Vedendosi di Dio svelato il viso O che bel stare è star in Paradiso.
Ohimè che orribil star qui nell’inferno
Ove si vive in pianto e foco eterno Senza veder mai Dio in sempiterno Ahi, ahi, che orribil star giù nell’inferno.
Là non vi regna giel, vento, calore,
Che il tempo è temperato a tutte l’hore Pioggia non v’è, tempesta, nè baleno, Che il Ciel là sempre si vede sereno. Il fuoco e ‘l ghiaccio là, o che stupore Le brine, le tempeste, e il sommo ardore Stanno in un loco tutte l’intemperie Si radunan laggiù, o che miserie. Havrai insomma là quanto vorrai E quanto non vorrai non haverai E questo è quanto, o Musa, posso dire Però fa pausa il canto e fin l’ardire. Quel ch’aborrisce qua, là tutto havrai Quel te diletta e piace mai havrai E pieno d’ogni male tu sarai Disperato d’uscirne mai, mai, mai! O che bel stare è star in Paradiso Dove si vive sempr’in fest’e riso Vedendosi di Dio svelato il viso O che bel stare è star in Paradiso. |
Oh como é bom estar no Paraíso
Donde se vive sempre em festa e riso
Deus revelado em face agora viso
Oh como é bom estar no Paraíso.
Ai de mim, que horrível estar no inferno
Donde se vive em pranto e fogo eterno
Sem nunca mais ver Deus sempiterno
Ai, que horrível estar sob o inferno.
No Céu não reina ventos nem calores,
Bem temperado os climas arredores
Não vês chuvas, tormenta ou mal terreno,
No Céu sempre se vê tudo sereno.
O fogo é gelo ali, que estupor
Uma salmoura, tormenta e calor
Estão em local de intempéries
Lá se reúnem todas suas misérias.
No Céu terás tudo o que te é querido
O que não queres é por dispensado
E isso, oh Musa, é tudo o que conto
Quebram-se minha audácia e meu canto.
Aquilo que abominas, tu terás
O que te é dileto perderás
Pleno de todos os males estarás
Desesperado e fuga nunca mais!
Oh como é bom estar no Paraíso,
Donde se vive sempre em festa e riso,
Deus revelado em face agora viso.
Oh como é bom estar no Paraíso.
|
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Amor, Tristeza e Morte. O Ser equívoco ilustrado no filme Insolação
“A vida passa tão rápido.
Eu vejo crianças tentando, se debatendo,
procurando por toda parte,
olhando uns para os outros e perguntando:
é você? É você?”
"De onde você veio?
Três horas atrás eu nem sabia que você existia,
digo-lhe com toda sinceridade
que não sou a pessoa que talvez imagine que eu sou.
Nunca me aconteceu nada nem mesmo remotamente parecido com isso.
Como tudo o que é mundano e comum,
se torna terrível e selvagem
quando o coração é destruído por felicidade e amor em excesso.”
“Você gosta dela, não gosta?
Eu gosto de todo mundo.
No inicio”.
No inicio”.
"O amor não é feito para sermos felizes
mas para nos sentirmos vivos"
(Trechos do trailer do filme 'Insolação')
Há um longa-metragem brasileiro analisado no site do cinegnose chamado Insolação qual chama a atenção pela sua linguagem cifrada. Pelo mesmo ter certa imoralidade, não recomendo. Sua mensagem é difícil de entender pois há um véu de diálogos e cenas estranhas que desejo decifrar considerando o ponto de vista da ontologia humana. Não estudei o diretor, nem o roteirista, nem nada do tipo que compõe a literatura, porém darei foco no tema do amor e da tristeza que a obra conta.
O filme retrata uma Brasília desértica com monumentos gigantes de concretos e pessoas perambulando em um dia sem fim, a história faz questão de conter apenas os atores em ambientes realmente abandonados da cidade. O sol esconde a frieza da cidade nos diz o protagonista e a paixão do amor é fisiologicamente confundida com uma febril insolação.
O amor é tratado junto com a frustração, todos os relacionamentos são problemáticos e cada personagem parece buscar uma estabilidade inalcançável no outro fazendo com que o 'você' seja uma palavra-chave para se entender a trama.
O protagonista nos pede para confiar no mistério do amor e da tristeza e que nos mostra estarmos morrendo, eis portanto uma tríade: Amor, Tristeza e Morte... Nos critério dos apetites sensíveis e visto como doença da alma, o que nos parece mais razoável?
quarta-feira, 22 de março de 2017
Anotações da Pascendi Dominicis Gregis
Encíclica em português no site do Vaticano, aqui.
Capitulação:
Introdução
I Parte - Exposição do Sistema e suas divisões
- Filósofo
- Crente
- Teólogo.
- Historiador e Crítico
- Apologista
- Reformador
- Crítica geral do sistema.
II Parte - As causas do Modernismo
III Parte - Remédios.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Substância no Dicionário de Abbagnano
(gr. ουσία (ousia); lat. Substantia-, in. Substance, fr. Substance, ai. Substanz; it. Sostanzá).
Esse termo teve dois significados fundamentais:
- 1º de estrutura necessária;
- 2º de conexão constante.
O primeiro pertence à metafísica tradicional; o segundo, ao empirismo.
1º No primeiro significado, é S.:
a) o que é necessariamente aquilo que é;
b) o que existe necessariamente.
Ambas estas determinações foram expostas na metafísica aristotélica, que gira inteiramente em torno do conceito de S.
A primeira determinação é designada por Aristóteles com a expressão το τι ην ειναι (to ti in einai) ( (quod quid erat esse), que pode ser traduzida como essência necessária; com efeito, ao pé da letra, essa expressão significa aquilo que o ser era, onde o imperfeito "era" indica a continuidade ou estabilidade do ser, seu ser desde sempre e para sempre.
A essência necessária é expressa pela definição (v.) e é objeto do conhecimento científico (v. CIÊNCIA).
A segunda determinação relaciona-se com a primeira: é S. o que existe necessariamente. Aristóteles diz:
"Temos ciência das coisas particulares só quando conhecemos a essência necessária das mesmas, e com todas as coisas ocorre o mesmo que ocorre com o bem: se o que é bem por essência não é bem, então nem o que existe por essência existe, e o que é uno por essência não é uno; e assim com todas as outras coisas" {Met., VII, 6, 1031 b 6).
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
sábado, 6 de agosto de 2016
terça-feira, 7 de junho de 2016
Estética Kitsch
![]() |
| O caráter histriônico de Nero na busca do efeito belo. Vale qualquer meio, até por fogo em Roma. |
Estranhando o mau gosto sobre coisas que de alguma forma possuem beleza pesquisei pelo conceito de Kitsch; uma forma estrangeira de falar 'Brega', e encontrei algo um tanto mais carregado de significado (além de muitas risadas).
Em suma, a afloração do Kitsch é um sinal de civilização decadente com forte desagregamento de valores onde é lícito qualquer meio a fim de se produzir um "efeito belo", tal como Nero - numa Roma decadente - ateando fogo na cidade, encenando, tocando lira e cantando1.
Pode parecer um exagero, mas de modo análogo, esse mau gosto "ateia fogo" na Verdade e na Moral a troco de uma experiência estética fácil, piegas, de efeito sentimental programado, típica de 'novos ricos' e de acordo com o 'perfil do consumidor', quem o consome pensa estar em alta cultura e posa de erudito, mas de fato está consumindo uma mentira, banalizando princípios de arte que deveriam passar pelo crivo da inteligência, juiz do belo, e da moral, juiz do bem, promovendo meros e viciosos fins comerciais no raso, mas idolátricos de fato.
terça-feira, 12 de abril de 2016
Como Matei Rasputine em pdf
Há um livro não reeditado aqui no Brasil desde 1931 do príncipe Yussopov sobre uma das figuras mais sombrias da Rússia, Rasputin, o bruxo que fez o elo entre a queda dos Romanov e a ascenção dos sinistros Bolcheviques, o aliado místico mesmerista dos grosseiros e sanguinários materialistas. Toda a figura do imoral e desmoralizador da família real exposta desde sua exploração da ingenuidade cega de Alexandra até sua estranha morte no rio Neva pelo próprio autor, leitura obrigatória para bem entender o drama da Rússia.
Yussupoff - Como matei Rasputine
Boa leitura.
Mateus R. C. de Paula.
Yussupoff - Como matei Rasputine
Boa leitura.
Mateus R. C. de Paula.
sábado, 9 de janeiro de 2016
Newton, o último feiticeiro, sumário em pdf

Há um tempo tive uma aula sobre ciência moderna e suas raízes mágicas, um movimento antropoteísta, e na mesma citava-se uma obra de Michael White chamada "Newton, o último feiticeiro" que mostra as pretensões ocultistas e anticatólicas do pai da ciência moderna.
Por parecer uma obra bastante esclarecedora da mentalidade cientificista pareceu-me importante adquirir uma cópia e devido a raridade acabei por escanear a obra. Em anexo segue uma cópia do sumário e dos índices para contemplação. Mais detalhes por favor envie um e-mail.
Mateus R. C. de Paula.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Minotauro
cum vitiis et concupiscentiis"
"Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne,
com as paixões e concupiscências."
(Epístola aos Gálatas, V,24)
Os gregos em sua sabedoria foram sagazes na criação do símbolo do Minotauro. Um homem sem inteligência dominado pela ideia de reprodução e pelo instinto sexual, preso no labirinto da vida manifestando a estupidez e a brutalidade.
Nas lendas ha Teseu como herói vencedor da besta, "homem forte por excelência", aquele que matou o Minotauro, uma assombração do homem verdadeiro, racional.
Desconsiderando a questão de Ariadne que se funda no absurdo da existência do mal, salva-se o heroísmo de Teseu, é necessário ao homem de valor matar o Minotauro. Vê-se ainda hoje uma figura muito similar, especialmente para os hispânicos, que é o toureiro. Nas arenas em três tempos se destaca a inteligência, a elegância habilidosa e a bravura dominando a fera passional, figura do selvagem. Os românticos comiseram o touro, mas é bem sintomático que assim façam; seus valores são sobre as paixões ao invés das virtudes intelectuais, então se identificam com a besta.
sábado, 2 de maio de 2015
El que rige y el regido (Juan del Encina)
El que rige y el regido
El que rige y el regido,
sin saber,
mal regidos pueden ser.
Mal rige quien no es prudente
porque todo va al revés
y el perfeto regir es
saber mandar sabiamente;
quel regido y el rigente,
sin saber,
mal regidos pueden ser.
Donde falta discreción
no ay ninguna cosa buena;
lo que discreción ordena,
aquello da perfeción;
mas los que regidos son,
sin saber,
mal regidos pueden ser.
El saber que Dios nos da,
aquél es saber perfeto
y aquél se llame discreto
que de tal saber sabrá;
y lo que regido va,
sin saber,
mal regido puede ser.
|
O
que rege e o regido,
sem
saber,
mal
regidos podem ser.
Mal
rege quem não é prudente
porque
tudo vai a revés
e o perfeito reger é
saber
mandar sabiamente;
quão o regido e o regente
sem
saber
mal
regidos podem ser.
Onde
falta discrição
não
ha nenhuma coisa boa;
o que com discrição ordena,
àquilo
da perfeição;
mas
os que regidos são,
sem
saber,
mal
regidos podem ser.
O
saber que Deus nos da,
que
é saber perfeito
E
aquele chamado discreto
Que
de tal saber saberá;
E
o que regido vai,
sem
saber,
mal
regido pode ser.
|
Vilancete de Juan del Encina (1469-1529)
(Versão anexa interpretada por Jordi Savall
no álbum "Isabel Reina de Castilla")
no álbum "Isabel Reina de Castilla")
Os liberais levantam a bandeira da liberdade revolucionária, pensam estarem livres de quem os ordene, mas regidos são sem saber, ao revés do que creem, indiscretos e descrentes de Deus, mal regidos são... sem saber.
Mateus R. C. de Paula.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
O Espírito da Liturgia
Lex Orandi, Lex Credendi
Introdução: Espírito da liturgia, antípoda do espírito moderno.
Haverá certa dificuldade de se imbuir do espirito da liturgia por causa do espírito moderno, estamos mergulhados nele, todos os nossos hábitos são de algum modo influenciados.
O espírito moderno em resumo é imanentista, nele somos crentes que somos a causa de nós, que nos auto-realizamos, que religião é self-service das nossas necessidades, enfim todos "são como deuses", o espírito da revolução é cultivado com essa finalidade: tomarmos o lugar de Deus tal qual quis Lúcifer, o anjo caído.
...
Sabeis que missa nova é que diz o povo?
Sabeis que missa nova é que diz o povo?
E o órgão colossal que, em breve, vai soar?
Qual é o novo altar e o Evangelho novo?
E o tema do sermão que às gentes vai pregar?
O Evangelho novo é a bíblia da Igualdade:
Justiça, é esse o tema imenso do sermão:
A missa nova, essa é a missa da Liberdade:
E o órgão a acompanhar… a voz da Revolução!
(Antero de Quental. Odes modernas, 1861)
O espírito litúrgico verdadeiro é o oposto, é transcendente, é justo, o homem pecador se humilha e Deus é glorificado.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Notinha de verdadeiros valores.
Darei ênfase nas anotações do documentário "Consumo de Crianças" para melhor entender o quão certo está esse colégio. Aos que se interessarem: https://www.youtube.com/watch?v=mLuRH7nmhy4
Mateus R. C. de Paula.
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