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terça-feira, 12 de maio de 2015

Minotauro

"Qui autem sunt Christi carnem crucifixerunt 
cum vitiis et concupiscentiis"
"Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, 
com as paixões e concupiscências." 
(Epístola aos Gálatas, V,24)


Homem com cabeça de touro, monstro que se alimenta da carne humana.
Os gregos em sua sabedoria foram sagazes na criação do símbolo do Minotauro. Um homem sem inteligência dominado pela ideia de reprodução e pelo instinto sexual, preso no labirinto da vida manifestando a estupidez e a brutalidade.

Nas lendas ha Teseu como herói vencedor da besta, "homem forte por excelência", aquele que matou o Minotauro, uma assombração do homem verdadeiro, racional.

Desconsiderando a questão de Ariadne que se funda no absurdo da existência do mal, salva-se o heroísmo de Teseu, é necessário ao homem de valor matar o Minotauro. Vê-se ainda hoje uma figura muito similar, especialmente para os hispânicos, que é o toureiro. Nas arenas em três tempos se destaca a inteligência, a elegância habilidosa e a bravura dominando a fera passional, figura do selvagem. Os românticos comiseram o touro, mas é bem sintomático que assim façam; seus valores são sobre as paixões ao invés das virtudes intelectuais, então se identificam com a besta.

sábado, 2 de maio de 2015

El que rige y el regido (Juan del Encina)

El que rige y el regido
El que rige y el regido,
sin saber,
mal regidos pueden ser.

Mal rige quien no es prudente
porque todo va al revés
y el perfeto regir es
saber mandar sabiamente;
quel regido y el rigente,
sin saber,
mal regidos pueden ser.

Donde falta discreción
no ay ninguna cosa buena;
lo que discreción ordena,
aquello da perfeción;
mas los que regidos son,
sin saber,
mal regidos pueden ser.

El saber que Dios nos da,
aquél es saber perfeto
y aquél se llame discreto
que de tal saber sabrá;
y lo que regido va,
sin saber,
mal regido puede ser.
O que rege e o regido,
sem saber,
mal regidos podem ser.

Mal rege quem não é prudente
porque tudo vai a revés
e o perfeito reger é
saber mandar sabiamente;
quão o regido e o regente
sem saber
mal regidos podem ser.

Onde falta discrição
não ha nenhuma coisa boa;
o que com discrição ordena,
àquilo da perfeição;
mas os que regidos são,
sem saber,
mal regidos podem ser.

O saber que Deus nos da,
que é saber perfeito
E aquele chamado discreto
Que de tal saber saberá;
E o que regido vai,
sem saber,
mal regido pode ser. 

Vilancete de Juan del Encina (1469-1529)
(Versão anexa interpretada por Jordi Savall
no álbum "Isabel Reina de Castilla")

Os liberais levantam a bandeira da liberdade revolucionária, pensam estarem livres de quem os ordene, mas regidos são sem saber, ao revés do que creem, indiscretos e descrentes de Deus, mal regidos são... sem saber.

Mateus R. C. de Paula.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O Espírito da Liturgia

Lex Orandi, Lex Credendi

Introdução: Espírito da liturgia, antípoda do espírito moderno.

Haverá certa dificuldade de se imbuir do espirito da liturgia por causa do espírito moderno, estamos mergulhados nele, todos os nossos hábitos são de algum modo influenciados.
O espírito moderno em resumo é imanentista, nele somos crentes que somos a causa de nós, que nos auto-realizamos, que religião é self-service das nossas necessidades, enfim todos "são como deuses", o espírito da revolução é cultivado com essa finalidade: tomarmos o lugar de Deus tal qual quis Lúcifer, o anjo caído. 

...
Sabeis que missa nova é que diz o povo?
E o órgão colossal que, em breve, vai soar?
Qual é o novo altar e o Evangelho novo?
E o tema do sermão que às gentes vai pregar?
O Evangelho novo é a bíblia da Igualdade:
Justiça, é esse o tema imenso do sermão:
A missa nova, essa é a missa da Liberdade:
E o órgão a acompanhar… a voz da Revolução!
                       (Antero de Quental. Odes modernas, 1861)

O espírito litúrgico verdadeiro é o oposto, é transcendente, é justo, o homem pecador se humilha e Deus é glorificado. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Notinha de verdadeiros valores.


Darei ênfase nas anotações do documentário "Consumo de Crianças" para melhor entender o quão certo está esse colégio. Aos que se interessarem: https://www.youtube.com/watch?v=mLuRH7nmhy4

Mateus R. C. de Paula.

sábado, 15 de novembro de 2014

Anotações sobre virtudes.


(Anotações extraídas dos livros: Onze Lições sobre a Virtude de S. Tomás de Aquino, Catecismo Romano e outros.)

Ha três elementos na alma que movem o homem ou princípios operativos: paixões, potências e hábitos.

Virtudes e vícios são hábitos, hábitos são adquiridos conforme nossa vontade e nossos atos.
Hábitos são gerados pelas escolhas convenientes qual homens ficam imóveis, repetindo-as frequentemente, ou seja, atos esporádicos não geram hábitos.


O bom hábito chama-se virtude, o mau hábito chama-se vício.

A ação da natureza leva as coisas ao seu fim natural. Todo hábito atua nas coisas de modo determinante a uma finalidade. A semelhança entre a natureza e o hábito faz com que os hábitos possam ser chamados de segunda natureza.

A virtude é associada a qualidade das operações e a conformidade com a reta razão.
As virtudes são hábitos frutos da reta razão, torna bom aquele que a possui e boa a sua obra.
A reta razão é a qualidade fundamental à virtude racional, i.e. própria do agir humano que põe os atos coerentes à honestidade e a utilidade, ou seja, coerente as leis conhecidas, interiores ao homem, e a finalidade última das coisas, exteriores ao homem.

A reta razão atuando nas paixões deverá ter duas ações: reprimir ou fortificar.
Paixões como a concupiscência, a esperança e a ira devem, conforme a reta razão, serem reprimidas.
Paixões de fuga como o temor e o ódio devem, conforme a reta razão, serem fortificadas.
Observando os atos de repressão e de fortificação racionais percebe-se as quatro virtudes cardiais: Prudência, Justiça, Fortaleza (coragem), Temperança.
O vício contraria a reta razão normalmente quando as paixões divergem das decisões racionais.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A Moça do Brinco de Pérola.

Het meisje met de parel 
Moça com brinco de pérola, 
Vermeer, detalhe, 1665.

Em 350anos, tudo mudara
Vermeer, a moça e a sua forma bela 
mas aquela beleza perdura
da moça do brinco de pérola.

O barroco holandês de Johannes Vermeer, 
ai que me desligo da feia vida moderna!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A Nostalgia do Absoluto de George Steiner


"Essa notalgia - tão profunda, creio, em quase todos nós - foi diretamente provocada pelo declínio da sociedade e do homem ocidentais, da antiga e magnifica arquitetura da certeza religiosa. Nesse momento do século XX, estamos sedentos como nunca de mitos, de uma explicação total: ansiamos por uma profecia garantida"
(Steiner, George. Nostalgia do Absoluto. Ed.Relógio d'água. 2003. Liboa. p16, adaptação minha ao português do Brasil)

George Steiner em seu livro "A Nostalgia do Absoluto" surpreende na argumentação sobre como as correntes racionalistas e irracionalistas que constituem o folclore contemporâneo são todas manifestações de sistemas religiosos, mitos totais, que buscam preencher o que antes era o sólido sistema religioso do cristianismo onde homem era filho da certeza e da Verdade encarnada. O marxismo, o freudianismo e a antropologia de Levis Strauss; a astrologia, a ufologia e o orientalismo hippie são expostos tais como estruturas religiosas com, notem essa expressão chave, visões do homem no mundo.

<Nostalgia do Absoluto> é a expressão que Steiner usa ao desejo  de preencher o vão que há entre nossos antepassados e nós, um vazio de credo e de cultura. Mergulhamos numa amnésia e ansiamos por uma profecia garantida, por messias que substituam a Jesus Cristo e nos redimam das misérias desse mundo:  Marx, Freud e Levis Strauss, criadores de mitologias totais com aparência científica, são apresentados como mitômanos onde suas "revelações" permeiam a explicação do tudo, explicam o pecado original, prometem redenções, paraísos e o que mais surpreende que, como Jesus Cristo, suas origens é o judaísmo (mas talmúdico), evidente insistência dos deicidas em proclamar Deus qualquer um que seja diferente de seu verdadeiro Rei.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A impotência do diabo por S. João Crisóstomo


São Paulo. 22 de junho de 2014.
Aula com a profª Ivone Fedeli.

Livro: A impotência do diabo de S. João Crisóstomo, somente em francês. Anotações presencial e de áudio gravado, postagem reorganizada.

Crisóstomo quer dizer boca de ouro, aquele que fala coisas preciosas. O livro é um doutorado de uma monja ortodoxa e é a tradução de dois sermões. Um trabalho erudito escrito em francês com várias notas de rodapé. Adquirido em uma livraria católica ao lado da St Sulpice.

Conta-se que São Tomás certa vez contemplava Paris com um amigo e esse amigo disse que trocaria tudo por essa cidade, o doutor angélico respondeu que trocaria todas as cidades pelo comentário do Evangelho de S.João feito por S. João Crisóstomo.

Os sermões foram escrito entre a Páscoa 386 ou 381, são sermões de um jovem padre.
Naquela época os sermões eram longos, não eram homilias de missa, eram quase como uma aula.
O bispo pediu para ele falar, seus sermões tinham grande estima.
Esse livro trata de uma série de instruções de neo batizados explicando como se renuncia ao diabo.

terça-feira, 3 de junho de 2014

sábado, 31 de maio de 2014

Confirmação (temp)

O sacramento da Confirmação nos da graça segunda, é um sacramento dos vivos e após sermos membros pelo Batismo passamos a ser soldados de Cristo e sem isso não podemos ser ministros pela Ordem. São três sacramentos que imprimem caráter: Batismo, Confirmação e Ordem;

Existe uma clara ligação entre os 7 dons espirituais e as 7 virtudes, assim como como as 8 bem-aventuranças. Conforme Enciclopédia Católica (http://www.ecclesia.pt/catolicopedia/) é possível fazer a seguinte relação entre Virtude Teologal e Cardeal, Dom e Bem aventurança:

Virtude
Dom do Espírito
Bem aventurança
Teológica: Fé
 Inteligência (dom contemplativo)
Os puros de coração, que verão a Deus.
Teológica: Esperança
 Ciência (dom ativo)
Os que choram (os pecados próprios e os do mundo), porque serão consolados
Teológica: Caridade
 Sabedoria (dom contemplativo)
Os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus
Cardeal: Prudência
 Conselho (dom ativo)
 Os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Cardeal: Justiça
 Piedade (dom ativo)
Os mansos (humildes) de coração, porque possuirão a terra
Cardeal: Fortaleza
 Fortaleza (dom ativo)
Os que têm sede e fome de justiça (santidade), porque serão saciados” 
Os sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus" 
Cardeal: Temperança
 Temor (dom ativo)
Os pobres de espírito (= os de espírito de pobreza), porque deles é o Reino dos Céus 


As virtudes cardeias são observadas por Platão, formam um tetraedro e são naturais ao que buscam a justiça. As virtudes Teologais são sobrenaturais.
As bem-aventuranças são de combate as máxima dos mundo. "924.O mundo chama bem-aventurados aqueles que desfrutam abundância de riquezas e de honras, que vi vem em delícias e que não têm nada que os faça sofrer."

Trechos da sagrada escritura.
Da origem do sacramento

"O temor de Deus é o princípio da Sabedoria"
initium sapientiæ timor Domini
(Eclesiástico I,16)

Do tronco de Jessé sairá um ramo, um rebento nascerá das suas raízes.
Sobre ele pousará o espírito de Javé: espírito de sabedoria e inteligência, espírito de conselho e fortaleza, espírito de conhecimento e temor de Javé.
A sua inspiração estará no temor de Javé. Ele não julgará pelas aparências, nem dará a sentença só pelo que ouvir dizer. (Isaias XI,1-3)
Et egredietur virga de radice Jesse et flos de radice ejus ascendet et requiescet super eum spiritus Domini spiritus sapientiæ et intellectus spiritus consilii et fortitudinis spiritus scientiæ et pietatis. et replebit eum spiritus timoris Domini non secundum visionem oculorum judicabit neque secundum auditum aurium arguet

sábado, 3 de maio de 2014

O Romantismo pela prof. Ivone Fedeli

(Em construção).
https://www.youtube.com/watch?v=AhDGJJSzzTA

5:10: O que se pensa de Romantismo ou acepções superficiais:

I acepção comum: de escola, ou como corrente artística do final do século XVIII.
No Brasil é representado por Gonçalves Dias e José de Alencar com temas como nacionalismo, certa imersão na natureza etc; tudo isso é verdeiro, mas é limitado e superficial.

II acepção comum: estado de espírito de mocinha em busca do principie encantado. Refere-se ao amor do homem e da mulher, do amor como sentimento, como ponto central de uma existência. A vida digna de um homem é a vida que trata da relação amorosa de homem e mulher. Algo ou alguém romântico tendendo a sentimental, do sentimento amoroso: serenata, costume de flores etc são popularmente românticas.

Nada disso é o foco da aula apesar dessa mentalidade ter relação bastante grande com o Romantismo doutrinário que é tema da aula.

domingo, 27 de abril de 2014

Ensaio da Modéstia

(em estudos)
Inicio neste post um ensaio sobre a modéstia, a virtude que São Tomás trata como variação da Temperança.

Sobre o cardeal italiano que já anunciava o caos da indiferença de gênero de indumentária: Giuseppe Siri.

O cardeal Siri de Gênova em 1960 bem alertou numa carta pastoral sobre as novas modas femininas e em especial ao uso de calças. Muito bem ele observa que sempre que as Leis Eternas são transgredidas um futuro caótico acaba por imperar, de fato a intemperança se generalizou numa grande convulsão de sensualidade, divorciados e homossexuais.

Tratando de um período pós guerra, 1959 relata o cardeal, é de se notar que o costume da calça feminina é estranho à cultura local, no caso, a Itália. Algumas pistas me dizem que o mote foi a indústria americana que pedia calças por razões fabris, mas também tenho pistas de movimentos de lésbicas na França que já induziam o uso de calça por mulheres afim lhe darem postura masculinizada.

O cardeal em suas carta aponta três aspectos prejudiciais desse costume:
I - A mulher prejudica a si mesma pois interfere em sua psicologia já que a calça impõe uma postura. 
II -  A mulher prejudica ao marido, pois corrompe a relação quebrando aspectos visíveis de diferenças.
III - A mulher prejudica aos filhos, pois perde a dignidade como mãe dando más impressões às crianças.

sábado, 5 de abril de 2014

7 Dons e 12 Frutos do Espírito Santo

(Em construção)

"O temor de Deus é o princípio da Sabedoria"
initium sapientiæ timor Domini 
(Eclesiástico I,16)

Estamos falando aqui dos dons, dos presentes dados, pela Terceira Pessoa da Santíssima Trindade a nós. Aquela Pessoa que procede do Pai e do Filho, o Espírito da Caridade e da Verdade. Só para ilustrar, se nós amássemos a nós mesmos e víssemos nós mesmo como deus, teríamos o espírito da falsidade e da mentira, é falso que somos deus, teríamos o espírito de Narciso, aquele que amou seu próprio reflexo no mundo, e teríamos os frutos da degeneração. Desde modo podemos entender que o amar a si próprio e ver-se como Deus compete somente a Deus mesmo se auto contemplando. É nos revelado que isso se dá no Pai que ama o Filho e d'Eles surge uma Terceira Pessoa: O Espírito Santo, que é capaz de habitar na natureza de Jesus Cristo, também a nossa, a natureza humana.

Os dons do Espirito Santo são 7 e apresentados por D. Gueranger nesta ordem, do menor ao maior:
I-Temor; II-Piedade; III-Ciência, IV-Fortaleza, V-Conselho, VI-Inteligência  e VII-Sabedoria.
Os mesmos dons são tirados do livro de Isaías XI,1-3.

Os cinco primeiros são dons de ação, os dois últimos são de contemplação e seguem se os cinco forem atendidos.
Por ação se entende práticos neste mundo e por contemplação o antegozo do paraíso.

Os dons "são disposições permanentes que tornam o homem dócil a seguir a inspirações divinas." (Compendio, p.117, catecismo n.1832)
Os 7 Dons na representação ao lado são as raízes internas dos 12 frutos externos citado por São Paulo ao s Gálatas. O tronco é a <vida no espírito>. Essa relação pode ser confirmada na leitura da enciclopédia católica citada abaixo.

No livro de Royo Marin, O Grande Desconhecido, tem-se que a infusão dos dons do Espírito Santo tem como causa principal Deus mesmo e o homem como causa instrumental. Aqui temos evidente que o que opera de modo sobrenatural é exclusivo de causa sobrenatural, barrando toda e qualquer confusão entre natural e sobrenatural. Cabe a nós a docilidade de nos moldarmos como bons instrumentos, porém não como causa dos atos de Temor, ou Piedade etc.

Na definição posto pelo mesmo teólogo temos que "Os dons do Espírito Santo são hábitos sobrenaturais infundidos por Deus nas potências da alma para receber e auxiliar com facilidade as moções do prórpio Espírito ao modo divino e sobre-humano"

Os 12 frutos são citados em Gálatas V,22 e ensinados pela Igreja como:  I-Caridade, II-Alegria, III-Paz; IV-Paciência; V-Longanimidade (Paciência, 'qualidade de ser sofredor'); VI-Bondade (fazer o bem); VII-Benignidade (índole é boa; de bom caráter); VIII-mansidão (serenidade, (ref.x com Maritain e sobre a não confusão com os budistas)); IX-Fidelidade; X-Modéstia; XI-Continência (império sobre si); XII-Castidade.
"Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei. Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito. Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós."
fructus autem Spiritus est caritas gaudium pax longanimitas bonitas benignitas. fides modestia continentia adversus hujusmodi non est lex. qui autem sunt Christi carnem crucifixerunt cum vitiis et concupiscentiis. si vivimus spiritu spiritu et ambulemus non efficiamur inanis gloriæ cupidi invicem provocantes invicem invidentes