Estrutura extraída da obra de frei Chad Ripperge (FSSP)
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
sábado, 6 de agosto de 2016
terça-feira, 7 de junho de 2016
Estética Kitsch
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| O caráter histriônico de Nero na busca do efeito belo. Vale qualquer meio, até por fogo em Roma. |
Estranhando o mau gosto sobre coisas que de alguma forma possuem beleza pesquisei pelo conceito de Kitsch; uma forma estrangeira de falar 'Brega', e encontrei algo um tanto mais carregado de significado (além de muitas risadas).
Em suma, a afloração do Kitsch é um sinal de civilização decadente com forte desagregamento de valores onde é lícito qualquer meio a fim de se produzir um "efeito belo", tal como Nero - numa Roma decadente - ateando fogo na cidade, encenando, tocando lira e cantando1.
Pode parecer um exagero, mas de modo análogo, esse mau gosto "ateia fogo" na Verdade e na Moral a troco de uma experiência estética fácil, piegas, de efeito sentimental programado, típica de 'novos ricos' e de acordo com o 'perfil do consumidor', quem o consome pensa estar em alta cultura e posa de erudito, mas de fato está consumindo uma mentira, banalizando princípios de arte que deveriam passar pelo crivo da inteligência, juiz do belo, e da moral, juiz do bem, promovendo meros e viciosos fins comerciais no raso, mas idolátricos de fato.
terça-feira, 12 de abril de 2016
Como Matei Rasputine em pdf
Há um livro não reeditado aqui no Brasil desde 1931 do príncipe Yussopov sobre uma das figuras mais sombrias da Rússia, Rasputin, o bruxo que fez o elo entre a queda dos Romanov e a ascenção dos sinistros Bolcheviques, o aliado místico mesmerista dos grosseiros e sanguinários materialistas. Toda a figura do imoral e desmoralizador da família real exposta desde sua exploração da ingenuidade cega de Alexandra até sua estranha morte no rio Neva pelo próprio autor, leitura obrigatória para bem entender o drama da Rússia.
Yussupoff - Como matei Rasputine
Boa leitura.
Mateus R. C. de Paula.
Yussupoff - Como matei Rasputine
Boa leitura.
Mateus R. C. de Paula.
sábado, 9 de janeiro de 2016
Newton, o último feiticeiro, sumário em pdf

Há um tempo tive uma aula sobre ciência moderna e suas raízes mágicas, um movimento antropoteísta, e na mesma citava-se uma obra de Michael White chamada "Newton, o último feiticeiro" que mostra as pretensões ocultistas e anticatólicas do pai da ciência moderna.
Por parecer uma obra bastante esclarecedora da mentalidade cientificista pareceu-me importante adquirir uma cópia e devido a raridade acabei por escanear a obra. Em anexo segue uma cópia do sumário e dos índices para contemplação. Mais detalhes por favor envie um e-mail.
Mateus R. C. de Paula.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Minotauro
cum vitiis et concupiscentiis"
"Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne,
com as paixões e concupiscências."
(Epístola aos Gálatas, V,24)
Os gregos em sua sabedoria foram sagazes na criação do símbolo do Minotauro. Um homem sem inteligência dominado pela ideia de reprodução e pelo instinto sexual, preso no labirinto da vida manifestando a estupidez e a brutalidade.
Nas lendas ha Teseu como herói vencedor da besta, "homem forte por excelência", aquele que matou o Minotauro, uma assombração do homem verdadeiro, racional.
Desconsiderando a questão de Ariadne que se funda no absurdo da existência do mal, salva-se o heroísmo de Teseu, é necessário ao homem de valor matar o Minotauro. Vê-se ainda hoje uma figura muito similar, especialmente para os hispânicos, que é o toureiro. Nas arenas em três tempos se destaca a inteligência, a elegância habilidosa e a bravura dominando a fera passional, figura do selvagem. Os românticos comiseram o touro, mas é bem sintomático que assim façam; seus valores são sobre as paixões ao invés das virtudes intelectuais, então se identificam com a besta.
sábado, 2 de maio de 2015
El que rige y el regido (Juan del Encina)
El que rige y el regido
El que rige y el regido,
sin saber,
mal regidos pueden ser.
Mal rige quien no es prudente
porque todo va al revés
y el perfeto regir es
saber mandar sabiamente;
quel regido y el rigente,
sin saber,
mal regidos pueden ser.
Donde falta discreción
no ay ninguna cosa buena;
lo que discreción ordena,
aquello da perfeción;
mas los que regidos son,
sin saber,
mal regidos pueden ser.
El saber que Dios nos da,
aquél es saber perfeto
y aquél se llame discreto
que de tal saber sabrá;
y lo que regido va,
sin saber,
mal regido puede ser.
|
O
que rege e o regido,
sem
saber,
mal
regidos podem ser.
Mal
rege quem não é prudente
porque
tudo vai a revés
e o perfeito reger é
saber
mandar sabiamente;
quão o regido e o regente
sem
saber
mal
regidos podem ser.
Onde
falta discrição
não
ha nenhuma coisa boa;
o que com discrição ordena,
àquilo
da perfeição;
mas
os que regidos são,
sem
saber,
mal
regidos podem ser.
O
saber que Deus nos da,
que
é saber perfeito
E
aquele chamado discreto
Que
de tal saber saberá;
E
o que regido vai,
sem
saber,
mal
regido pode ser.
|
Vilancete de Juan del Encina (1469-1529)
(Versão anexa interpretada por Jordi Savall
no álbum "Isabel Reina de Castilla")
no álbum "Isabel Reina de Castilla")
Os liberais levantam a bandeira da liberdade revolucionária, pensam estarem livres de quem os ordene, mas regidos são sem saber, ao revés do que creem, indiscretos e descrentes de Deus, mal regidos são... sem saber.
Mateus R. C. de Paula.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
O Espírito da Liturgia
Lex Orandi, Lex Credendi
Introdução: Espírito da liturgia, antípoda do espírito moderno.
Haverá certa dificuldade de se imbuir do espirito da liturgia por causa do espírito moderno, estamos mergulhados nele, todos os nossos hábitos são de algum modo influenciados.
O espírito moderno em resumo é imanentista, nele somos crentes que somos a causa de nós, que nos auto-realizamos, que religião é self-service das nossas necessidades, enfim todos "são como deuses", o espírito da revolução é cultivado com essa finalidade: tomarmos o lugar de Deus tal qual quis Lúcifer, o anjo caído.
...
Sabeis que missa nova é que diz o povo?
Sabeis que missa nova é que diz o povo?
E o órgão colossal que, em breve, vai soar?
Qual é o novo altar e o Evangelho novo?
E o tema do sermão que às gentes vai pregar?
O Evangelho novo é a bíblia da Igualdade:
Justiça, é esse o tema imenso do sermão:
A missa nova, essa é a missa da Liberdade:
E o órgão a acompanhar… a voz da Revolução!
(Antero de Quental. Odes modernas, 1861)
O espírito litúrgico verdadeiro é o oposto, é transcendente, é justo, o homem pecador se humilha e Deus é glorificado.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Notinha de verdadeiros valores.
Darei ênfase nas anotações do documentário "Consumo de Crianças" para melhor entender o quão certo está esse colégio. Aos que se interessarem: https://www.youtube.com/watch?v=mLuRH7nmhy4
Mateus R. C. de Paula.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
Anotações sobre virtudes.
(Anotações extraídas dos livros: Onze Lições sobre a Virtude de S. Tomás de Aquino, Catecismo Romano e outros.)
Ha três elementos na alma que movem o homem ou princípios operativos: paixões, potências e hábitos.
Virtudes e vícios são hábitos, hábitos são adquiridos conforme nossa vontade e nossos atos.
Hábitos são gerados pelas escolhas convenientes qual homens ficam imóveis, repetindo-as frequentemente, ou seja, atos esporádicos não geram hábitos.
A virtude é associada a qualidade das operações e a conformidade com a reta razão.
As virtudes são hábitos frutos da reta razão, torna bom aquele que a possui e boa a sua obra.
A reta razão é a qualidade fundamental à virtude racional, i.e. própria do agir humano que põe os atos coerentes à honestidade e a utilidade, ou seja, coerente as leis conhecidas, interiores ao homem, e a finalidade última das coisas, exteriores ao homem.
A reta razão atuando nas paixões deverá ter duas ações: reprimir ou fortificar.
Paixões como a concupiscência, a esperança e a ira devem, conforme a reta razão, serem reprimidas.
Paixões de fuga como o temor e o ódio devem, conforme a reta razão, serem fortificadas.
Observando os atos de repressão e de fortificação racionais percebe-se as quatro virtudes cardiais: Prudência, Justiça, Fortaleza (coragem), Temperança.
O vício contraria a reta razão normalmente quando as paixões divergem das decisões racionais.
As virtudes são hábitos frutos da reta razão, torna bom aquele que a possui e boa a sua obra.
A reta razão é a qualidade fundamental à virtude racional, i.e. própria do agir humano que põe os atos coerentes à honestidade e a utilidade, ou seja, coerente as leis conhecidas, interiores ao homem, e a finalidade última das coisas, exteriores ao homem.
A reta razão atuando nas paixões deverá ter duas ações: reprimir ou fortificar.
Paixões como a concupiscência, a esperança e a ira devem, conforme a reta razão, serem reprimidas.
Paixões de fuga como o temor e o ódio devem, conforme a reta razão, serem fortificadas.
Observando os atos de repressão e de fortificação racionais percebe-se as quatro virtudes cardiais: Prudência, Justiça, Fortaleza (coragem), Temperança.
O vício contraria a reta razão normalmente quando as paixões divergem das decisões racionais.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
A Moça do Brinco de Pérola.
Het meisje met de parel
Moça com brinco de pérola,
Vermeer, detalhe, 1665.
Em 350anos, tudo mudara
Vermeer, a moça e a sua forma bela
Vermeer, a moça e a sua forma bela
mas aquela beleza perdura
da moça do brinco de pérola.
da moça do brinco de pérola.
O barroco holandês de Johannes Vermeer,
ai que me desligo da feia vida moderna!
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
A Nostalgia do Absoluto de George Steiner
"Essa notalgia - tão profunda, creio, em quase todos nós - foi diretamente provocada pelo declínio da sociedade e do homem ocidentais, da antiga e magnifica arquitetura da certeza religiosa. Nesse momento do século XX, estamos sedentos como nunca de mitos, de uma explicação total: ansiamos por uma profecia garantida"
(Steiner, George. Nostalgia do Absoluto. Ed.Relógio d'água. 2003. Liboa. p16, adaptação minha ao português do Brasil)
George Steiner em seu livro "A Nostalgia do Absoluto" surpreende na argumentação sobre como as correntes racionalistas e irracionalistas que constituem o folclore contemporâneo são todas manifestações de sistemas religiosos, mitos totais, que buscam preencher o que antes era o sólido sistema religioso do cristianismo onde homem era filho da certeza e da Verdade encarnada. O marxismo, o freudianismo e a antropologia de Levis Strauss; a astrologia, a ufologia e o orientalismo hippie são expostos tais como estruturas religiosas com, notem essa expressão chave, visões do homem no mundo.
<Nostalgia do Absoluto> é a expressão que Steiner usa ao desejo de preencher o vão que há entre nossos antepassados e nós, um vazio de credo e de cultura. Mergulhamos numa amnésia e ansiamos por uma profecia garantida, por messias que substituam a Jesus Cristo e nos redimam das misérias desse mundo: Marx, Freud e Levis Strauss, criadores de mitologias totais com aparência científica, são apresentados como mitômanos onde suas "revelações" permeiam a explicação do tudo, explicam o pecado original, prometem redenções, paraísos e o que mais surpreende que, como Jesus Cristo, suas origens é o judaísmo (mas talmúdico), evidente insistência dos deicidas em proclamar Deus qualquer um que seja diferente de seu verdadeiro Rei.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
A impotência do diabo por S. João Crisóstomo

São Paulo. 22 de junho de 2014.
Aula com a profª Ivone Fedeli.
Livro: A impotência do diabo de S. João Crisóstomo, somente em francês. Anotações presencial e de áudio gravado, postagem reorganizada.
Crisóstomo quer dizer boca de ouro, aquele que fala coisas preciosas. O livro é um doutorado de uma monja ortodoxa e é a tradução de dois sermões. Um trabalho erudito escrito em francês com várias notas de rodapé. Adquirido em uma livraria católica ao lado da St Sulpice.
Conta-se que São Tomás certa vez contemplava Paris com um amigo e esse amigo disse que trocaria tudo por essa cidade, o doutor angélico respondeu que trocaria todas as cidades pelo comentário do Evangelho de S.João feito por S. João Crisóstomo.
Os sermões foram escrito entre a Páscoa 386 ou 381, são sermões de um jovem padre.
Naquela época os sermões eram longos, não eram homilias de missa, eram quase como uma aula.
O bispo pediu para ele falar, seus sermões tinham grande estima.
Esse livro trata de uma série de instruções de neo batizados explicando como se renuncia ao diabo.
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